segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Campanha Anti-Pseudotécnicos "

E foi com este assunto que recebi um mail com o seguinte conteúdo:



"Já certamente realizou pelo menos um exame complementar de diagnóstico como é o caso das analises ao sangue, urina, fezes, electrocardiogramas, provas de esforço, acuidade visual, ou então tratamentos como sessões de fisioterapia, entre muitos outros. Estes exames ou tratamentos são realizados por Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, uma área da saúde que abraça 18 especialidades: ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA, ANATOMIA PATOLÓGICA, AUDIOLOGIA, CARDIOPNEUMOLOGIA, DIETÉTICA, FARMÁCIA, FISIOTERAPIA, HIGIENE ORAL, MEDICINA NUCLEAR, NEUROFISIOLOGIA, ORTOPROTESIA, ORTOPTICA, PROTESE DENTÁRIA, RADIOLOGIA, RADIOTERAPIA, SAÚDE AMBIENTAL, TERAPIA DA FALA e TERAPIA OCUPACIONAL. Estes são os profissionais que estão à sua espera nos hospitais bem como nas diversas clínicas, laboratórios e farmácias, à sua disposição pelo país, sejam eles privados ou públicos.


Quando vai fazer algum destes diversos exames ou tratamentos, do lado de lá, espera alguém competente, profissional, para realizar o seu exame ou tratamento, com a certeza de saber fazer o que é melhor para si.Anualmente, no ensino superior português, são formados os futuros profissionais da área que, mais tarde, o irão servir nos diversos estabelecimentos de saúde.


Todos os anos, o estado português investe milhares de euros, na criação de profissionais da saúde altamente especializados, que são preparados para melhor o diagnosticar, melhor o tratar, com qualidade e segurança. No entanto, a qualidade, a segurança de diagnóstico e o profissionalismo têm um preço. Por causa disso, muitas unidades de saúde optam, ao contrário do superior interesse do utente, por contratar pessoal sem qualificações, sem preparação, e sem sentido de causa, para a realização dos diferentes exames de diagnóstico. Diariamente, no ramo da saúde em Portugal, são vários os casos onde a pessoa que se encontra do lado de lá, não é a mais indicada para fazer aquele exame ou tratamento que você necessita. Como consequência, o utente fica numa situação de insegurança, de risco e de falta de fiabilidade dos exames realizados. Este erro acarreta custos económicos e pessoais, que advêm de um diagnóstico mal realizado ou de um tratamento mal efectuado.


Saiba que quando for realizar um dos vários exames complementares de diagnóstico, têm o DIREITO DE EXIGIR que quem o atende é alguém COMPETENTE E HABILITADO PARA A TAREFA, alguém com CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL e o qual você sabe que foi preparado, durante vários anos, nas escolas portuguesas, para o EXERCÍCIO PROFISSIONAL daquela função.


Como tal, você tem o DIREITO A EXIGIR A IDENTIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL QUE VAI REALIZAR O SEU EXAME. Como? Através da cédula profissional, único documento existente (um pequeno cartão, em tudo semelhante a um cartão de crédito ou no caso das antigas, semelhante às antigas cartas de condução antigas) que identifica e acredita o profissional à sua frente para realizar o seu exame ou tratamento.


A entidade responsável pela emissão das diferentes cédulas é a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), um organismo nacional, pertencente ao Ministério da Saúde, que regula e acredita os profissionais da área para a realização de exames complementares de diagnóstico e terapêutica.



Por lei (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), os únicos profissionais habilitados para a realização dos diferentes exames complementares de diagnóstico, são apenas os portadores de uma cédula profissional cuja a obtenção está definida por lei e é necessário um curso do ensino superior.No entanto, fruto do desrespeito e total incumprimento das leis instituídas (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), muitas clínicas e laboratórios privados (no caso destes violam também o Decreto-Lei 111/2004 de 12 de Maio de 2004), públicos e cooperativos continuam a apostar em mão-de-obra barata, contratando directamente mão-de-obra não qualificada, com 12º ano ou mesmo com outro curso qualquer, mas sem qualquer tipo de formação na área, habilitação ou conhecimentos de áreas do foro clínico. Infelizmente, à custa dessa situação, muitos profissionais capacitados e legalmente habilitados acabam por trabalhar em empresas ou serviços cujos postos de trabalho apenas requerem o 12º ano. Ou ainda pior, ficam no desemprego por longos meses, frustrados e desiludidos.


E assim vai o país, gastando recursos vitais a formar profissionais que não são rentabilizados, e que alguns vão mesmo ingressar em instituições no estrangeiro, que lhes acabam por dar as condições e as capacidades que muitas das vezes não conseguem ou lhes negam a encontrar por cá.


Quem fica a ganhar com isto são várias entidades donas de várias unidades de saúde privadas ou cooperativas, pois metem ao bolso o dinheiro do bom ou mau diagnostico/tratamento do utente, bem como rendimentos extra que não pagam por terem alguém a ganhar o ordenado mínimo.Quem fica a perder com isto? O utente, com um mau diagnóstico, o país, pela constante sangria de profissionais capacitados e competentes para o estrangeiro à procura daquilo que não encontram por cá, e o contribuinte, que vê assim o dinheiro dos seus impostos serem desbaratados, acabando por pagar a formação de profissionais, dos quais outros países vão usufruir, sem custos associados à sua formação.


Os sindicatos há muito que já se queixam disto, mas a Inspecção Geral das Actividades de Saúde (IGAS) continua a fazer orelhas moucas ao lado do Governo.Já quantos de vocês terão sido vitimas de maus diagnósticos por exames complementares estarem errados ou terem sido mal realizados? Muitos e outros nunca saberão!A negligência médica e a usurpação de funções ainda constituem crimes na lei portuguesa e não há nada mais precioso que a nossa saúde! Portanto não seja conivente com esta situação. Denuncie sempre todas estas situações, pois as coisas só mudam quando houver queixas suficientes. A sua denúncia pode ser apresentada junto do IGAS (Inspecção Geral das Actividades de Saúde), ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) ou na policia local (PSP ou GNR).Faça circular a mensagem para que no futuro todos possamos beneficiar duma saúde melhor, através de técnicos qualificados e reconhecidos pelo Estado."






Isto é algo que nós já nos debatemos há muito tempo, mas cada vez menos vejo alguém competente a fazer alguma coisa que se veja... É isso e os nossos cursos continuarem abertos a formarem profissinais para o desemprego... Se o mercado já está saturado em 2008 o que será em 2012 quando os caloiros que entraram este ano acabarem o curso... Acho que não é preciso ser muito inteligente pare se fazerem contas... Mas fico-me por aqui... mas muito mais havia para dizer...

domingo, 26 de outubro de 2008

Aqui fica um pouco do meu domingo...



"É preciso ver com os olhos por detrás da cabeça" José M. Rodrigues



Exposição José M. Rodrigues - Antologia Experimental


"Apresenta-se nesta exposição um dos nomes maiores da fotografia portguesa contemporânea de projecção internacional, com uma vasta obra reconhecida e destinguida com vários prémios, entre os quais o Prémio Pessoas 1999.
Estamos parante um fotógrafo singular, aberto ao experimentalismo e à pesquisa que continuamente renovam e vivificam a sua arte. Às vezes irónico, muitas vezes poético, José M. Rodrigues explora os recursos estílisticos e técnicos mais diversos, que marcam a sua evolução como artista e enriquecem a complexidade formal e semântica do seu trabalho, sem comprometer uma identidade que é unica.
A natureza especial deste projecto expositivo, site specific, resulta sobretudo da relação profunda entre a obra de José M. Rodrigues - vista e interpretada pelo Comissário -, e o espaço onde ela se apresenta. Foi esse o desafio colocado a Rui Oliveira, que soube tirar patido das particularidades arquitectónicas e espaciais do Palácio da Inquisição para desenhar um percurso onde todos os olhares se cruzam. o mesmo acontecerá na Turquia, onde este trabalho se apresenta, em 2009.
Para a fundação Eugénio de Almeida, esta exposição significa o reforço de uma estratégia institucional orientada para apróximação e familiarização do público com as obras de artistas cuja originalidade os torna marcantes no panorama das Artes.
Ela constitui, ainda, mais um contributo para a promoção e o enrequecimento da cultura fotográfica, indispensável num mundo onde cada vez mais se evidência o poder e a força da cominucação pela imagem. Finalmente, ela marca mais uma etapa na vida do Palácio da Inquisição, um edifício com mais de três séculos de história que é património da Fundação, mas também de Évora. E que assim encontra uma nova vocação como espaço contemporâneo de cultura, aberto à cidade e aos seus muito visitantes.
"Antologia Experimental" (1972-1980), reúne segmentos do percurso fotográfico de José M. Rodrigues, explorando relações múltiplas entre fotografias das últimas duas décadas e o trabalho experimentalista realizado sobretudo na década de 1980, período em que o artista, então a residir em Holanda, manteve estreitas ligações com os movimentos de vanguarda do centro da europa.
fotógrafo dos pés à cabeça (ou da cabeça aos pés), José M. Rodrigues diz que não que não saberia viver sem fotografar. Uma confissão apaixonada de quem fotográfa de corpo inteiro e para quem o experimentalismo foi uma zona de pura respiração, que cruza até hoje com as práticas fotográficas clássicas.
Ao contrário dos escultores ou pintores que afirmam utilizar a fotografia para dizer aquilo que não poderiam dizer de outro modo, José M. Rodrigues tem utilizado outras linguagens - instalação, objectos tridimensionais, video performance - para explorar e aprofundar o que pretende dizer como fotógrafo.
Mais do que um trabalho implicando a diluição de fronteiras entre a fotografia e as outras disciplinas, trata-se fundamentalmente de uma fusão de linguagens ao serviço da fotografia. Este aspecto talvez deva considerar-se a principal originalidade do seu percurso experimental, por comportar uma misteriosa unidade contida na diversidade, a par de factores de irreverência que o artista subordina ao sentido da ordem.
José M. Rodrigues toma como suas palavras do pintor George Braque: Amo a regra que corrige a emoção, amo a emoção que corrige a regra."


"Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvas a humanidade". Ernesto de Sousa citado Almada Negreiros


Devo dizer que gostei :)

E para acabar este dia solarento de Outono aqui ficou um filme que valeu a pena...




"O executivo multi-milionário Edward Cole (Jack Nicholson) e o mecânico da classe operária Carter Chambers (Morgan Freeman) vivem em mundos muito diferentes. Numa reviravolta do destino, os seus destinos cruzam-se num quarto de hospital e descobrem que têm duas coisas em comum: um desejo de gastar o tempo que lhes resta a fazer tudo aquilo que sempre desejaram e uma necessidade inconsciente de se aceitar tal como são. Juntos embarcam numa viagem única, tornando-se amigos e aprendendo a viver a vida no seu melhor, com sensatez e humor. Cada uma das aventuras elimina uma das alíneas da lista. "

domingo, 12 de outubro de 2008

Saved By The Bell

Ainda me lembro desta série (em Portugal era "Já Tocou")...
Que saudades!!
Era chegar a casa da minha Avó lanchar a correr e ligar a televisão... Eram uns minutos completamente colada à tv e de descanso para a minha Avó... lol

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A minha favorita...

NOTA: Segundo o Rodas 17 de Outubro no Teatro Aveirense. Vontade de ir até tinha, mas fico-me mesmo pela vontade e esperança que venham a Évora...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Caminho Certo

... eu podia estar mais perto
do que eu queria para mim
só que eu já não sei ao certo
onde foi que eu pensei chegar
peço à dor que se habitue
se não for o caminho certo
como é que o tempo o vai provar...


Manuel Cruz - Foge Foge Bandido