
"É preciso ver com os olhos por detrás da cabeça" José M. Rodrigues
Exposição José M. Rodrigues - Antologia Experimental
"Apresenta-se nesta exposição um dos nomes maiores da fotografia portguesa contemporânea de projecção internacional, com uma vasta obra reconhecida e destinguida com vários prémios, entre os quais o Prémio Pessoas 1999.
Estamos parante um fotógrafo singular, aberto ao experimentalismo e à pesquisa que continuamente renovam e vivificam a sua arte. Às vezes irónico, muitas vezes poético, José M. Rodrigues explora os recursos estílisticos e técnicos mais diversos, que marcam a sua evolução como artista e enriquecem a complexidade formal e semântica do seu trabalho, sem comprometer uma identidade que é unica.
A natureza especial deste projecto expositivo, site specific, resulta sobretudo da relação profunda entre a obra de José M. Rodrigues - vista e interpretada pelo Comissário -, e o espaço onde ela se apresenta. Foi esse o desafio colocado a Rui Oliveira, que soube tirar patido das particularidades arquitectónicas e espaciais do Palácio da Inquisição para desenhar um percurso onde todos os olhares se cruzam. o mesmo acontecerá na Turquia, onde este trabalho se apresenta, em 2009.
Para a fundação Eugénio de Almeida, esta exposição significa o reforço de uma estratégia institucional orientada para apróximação e familiarização do público com as obras de artistas cuja originalidade os torna marcantes no panorama das Artes.
Ela constitui, ainda, mais um contributo para a promoção e o enrequecimento da cultura fotográfica, indispensável num mundo onde cada vez mais se evidência o poder e a força da cominucação pela imagem. Finalmente, ela marca mais uma etapa na vida do Palácio da Inquisição, um edifício com mais de três séculos de história que é património da Fundação, mas também de Évora. E que assim encontra uma nova vocação como espaço contemporâneo de cultura, aberto à cidade e aos seus muito visitantes.
"Antologia Experimental" (1972-1980), reúne segmentos do percurso fotográfico de José M. Rodrigues, explorando relações múltiplas entre fotografias das últimas duas décadas e o trabalho experimentalista realizado sobretudo na década de 1980, período em que o artista, então a residir em Holanda, manteve estreitas ligações com os movimentos de vanguarda do centro da europa.
fotógrafo dos pés à cabeça (ou da cabeça aos pés), José M. Rodrigues diz que não que não saberia viver sem fotografar. Uma confissão apaixonada de quem fotográfa de corpo inteiro e para quem o experimentalismo foi uma zona de pura respiração, que cruza até hoje com as práticas fotográficas clássicas.
Ao contrário dos escultores ou pintores que afirmam utilizar a fotografia para dizer aquilo que não poderiam dizer de outro modo, José M. Rodrigues tem utilizado outras linguagens - instalação, objectos tridimensionais, video performance - para explorar e aprofundar o que pretende dizer como fotógrafo.
Mais do que um trabalho implicando a diluição de fronteiras entre a fotografia e as outras disciplinas, trata-se fundamentalmente de uma fusão de linguagens ao serviço da fotografia. Este aspecto talvez deva considerar-se a principal originalidade do seu percurso experimental, por comportar uma misteriosa unidade contida na diversidade, a par de factores de irreverência que o artista subordina ao sentido da ordem.
José M. Rodrigues toma como suas palavras do pintor George Braque: Amo a regra que corrige a emoção, amo a emoção que corrige a regra."
"Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvas a humanidade". Ernesto de Sousa citado Almada Negreiros
Devo dizer que gostei :)
E para acabar este dia solarento de Outono aqui ficou um filme que valeu a pena...
"O executivo multi-milionário Edward Cole (Jack Nicholson) e o mecânico da classe operária Carter Chambers (Morgan Freeman) vivem em mundos muito diferentes. Numa reviravolta do destino, os seus destinos cruzam-se num quarto de hospital e descobrem que têm duas coisas em comum: um desejo de gastar o tempo que lhes resta a fazer tudo aquilo que sempre desejaram e uma necessidade inconsciente de se aceitar tal como são. Juntos embarcam numa viagem única, tornando-se amigos e aprendendo a viver a vida no seu melhor, com sensatez e humor. Cada uma das aventuras elimina uma das alíneas da lista. "
1 comentário:
isso é que foi um domingo!...
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