quinta-feira, 19 de junho de 2008

Restolho

Porque acordei com esta música na cabeça e porque me acompanhou o dia todo, aqui fica:



Geme o restolho, triste e solitário
A embalar a noite escura e fria

E a perder-se no olhar da ventania
Que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
Esquecido, enlouquecido, dominado
Escondido entre as sombras do montado
Sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
Nos campos que a ceifeira mutilou
Dormindo em velhos sonhos que sonhou
Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
Semear no pó e voltar a colher
Há que ser trigo, depois ser restolho
Há que penar para aprender a viver
E a vida não é existir sem mais nada
A vida não é dia sim, dia não
É feita em cada entrega alucinada
Prá receber daquilo que aumenta o coração






Porque há coisas que fazem sentido sem sabermos o porque...

1 comentário:

[adriana oliveira] disse...

"éfeita em cada entrega alucinada,
p'ra receber daquilo q aumenta o coração"....

Uma filosofia de vida :)