quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
... pequena nota...
Ah coisas que nos tocam mesmo...
Ontem fiz a minha última viagem de expresso de Évora para Coimbra, e estava na fila para entrar e ao meu lado estava um miúdo (de 8/9 anos) com o bilhete na mão a falar para a mãe e ao lado estava o irmão com (3/4 anos) a chorar que nem um perdido, enquanto ainda esperavam para entrar falavam mãe e filho à cerca do desconto do bilhete sem tentarem dar muita importancia ao "gaiato" que chorava desalmadamente...
E enquanto isso Daniela Monteiro começou a sorrir para a criança, que rapidamente parou de chorar e foi esconder-se atrás das pernas da mãe, muito sinceramente não sei se foi de vergonha ou de medo... essa questão vai permanecer...
Mas aí chega a altura do irmão entrar para o autocarro e volta o gaiato a chorar ao gritos, não vás, eu vou ficar sozinho... O irmão lá se despediu dele, com um beijo na testa e da mãe muito carinhosamente.
Quando estava para entrar no expresso perguntou ao condutor se podia levar a mochila que tinha às costas e ele disse que sim, mas que tinha de a colocar na prateleira de cima (o miúdo devia ter pouco mais de um metro...), enquanto isso a mãe disse-lhe, pedes a alguém que te ajude.
Ele entrou, eu entrei escolhi o meu lugar e entretanto olhei para o miudo e lá estava ele a tentar colocar o saco na patreleira, lá fui eu ajuda-lo, acredito que com a persistência que ele tinha seria apenas uma questão de tempo e ele sozinho iria conseguir colocar a mochila no sítio... (uma das primeiras coisas que fiquei a admirar no míudo).
Quando me sentei reparei que o irmão continuava a chorar ao colo da mãe, e então vi o irmão a sair a correr do autocarro e a ir buscar ao saco que já estava arrumado no purão, algo para o irmão, que deixou de chorar...
A viagem foi-se fazendo e na paragem de Fátima entra outra criança também com 3/4 anos, com a irmã, a mãe e com cara de choro o gaiato, (sentaram-se todos perto do meu lugar, facto que deu para ver o que aconteceu pouco depois) o míudo veio ao pé da outra criança entregar-lhe uma pequena bola para ele brincar durante a viagem...
Passado, 2/3 min reparo agora que o míudo estava a tentar tirar a mochila que tinha na prateleira, que estava presa, quando cheguei lá para o ajudar já ele a tinha tirado... (Pensei cá para mim, grande miúdo)
Quando cheguei a Coimbra ele também saíu e foi buscar o saco com um rapaz, que lhe perguntava:
- Não te esqueste de nada? esté tudo?
e ele muito confiante dizia:
- Está tudo.
Esta história toda para dizer que fiquei a admirar aquele miúdo, pela sua atitude, pela sua determinação, pela sua responsabilidade, que hoje em dia é dificil encontrar numa criança com aquela idade... Muito sinceramente espero que tudo na vida lhe sorria :)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
"Campanha Anti-Pseudotécnicos "
E foi com este assunto que recebi um mail com o seguinte conteúdo:
Por lei (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), os únicos profissionais habilitados para a realização dos diferentes exames complementares de diagnóstico, são apenas os portadores de uma cédula profissional cuja a obtenção está definida por lei e é necessário um curso do ensino superior.No entanto, fruto do desrespeito e total incumprimento das leis instituídas (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), muitas clínicas e laboratórios privados (no caso destes violam também o Decreto-Lei 111/2004 de 12 de Maio de 2004), públicos e cooperativos continuam a apostar em mão-de-obra barata, contratando directamente mão-de-obra não qualificada, com 12º ano ou mesmo com outro curso qualquer, mas sem qualquer tipo de formação na área, habilitação ou conhecimentos de áreas do foro clínico. Infelizmente, à custa dessa situação, muitos profissionais capacitados e legalmente habilitados acabam por trabalhar em empresas ou serviços cujos postos de trabalho apenas requerem o 12º ano. Ou ainda pior, ficam no desemprego por longos meses, frustrados e desiludidos.
Quem fica a ganhar com isto são várias entidades donas de várias unidades de saúde privadas ou cooperativas, pois metem ao bolso o dinheiro do bom ou mau diagnostico/tratamento do utente, bem como rendimentos extra que não pagam por terem alguém a ganhar o ordenado mínimo.Quem fica a perder com isto? O utente, com um mau diagnóstico, o país, pela constante sangria de profissionais capacitados e competentes para o estrangeiro à procura daquilo que não encontram por cá, e o contribuinte, que vê assim o dinheiro dos seus impostos serem desbaratados, acabando por pagar a formação de profissionais, dos quais outros países vão usufruir, sem custos associados à sua formação.
Isto é algo que nós já nos debatemos há muito tempo, mas cada vez menos vejo alguém competente a fazer alguma coisa que se veja... É isso e os nossos cursos continuarem abertos a formarem profissinais para o desemprego... Se o mercado já está saturado em 2008 o que será em 2012 quando os caloiros que entraram este ano acabarem o curso... Acho que não é preciso ser muito inteligente pare se fazerem contas... Mas fico-me por aqui... mas muito mais havia para dizer...
"Já certamente realizou pelo menos um exame complementar de diagnóstico como é o caso das analises ao sangue, urina, fezes, electrocardiogramas, provas de esforço, acuidade visual, ou então tratamentos como sessões de fisioterapia, entre muitos outros. Estes exames ou tratamentos são realizados por Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, uma área da saúde que abraça 18 especialidades: ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA, ANATOMIA PATOLÓGICA, AUDIOLOGIA, CARDIOPNEUMOLOGIA, DIETÉTICA, FARMÁCIA, FISIOTERAPIA, HIGIENE ORAL, MEDICINA NUCLEAR, NEUROFISIOLOGIA, ORTOPROTESIA, ORTOPTICA, PROTESE DENTÁRIA, RADIOLOGIA, RADIOTERAPIA, SAÚDE AMBIENTAL, TERAPIA DA FALA e TERAPIA OCUPACIONAL. Estes são os profissionais que estão à sua espera nos hospitais bem como nas diversas clínicas, laboratórios e farmácias, à sua disposição pelo país, sejam eles privados ou públicos.
Quando vai fazer algum destes diversos exames ou tratamentos, do lado de lá, espera alguém competente, profissional, para realizar o seu exame ou tratamento, com a certeza de saber fazer o que é melhor para si.Anualmente, no ensino superior português, são formados os futuros profissionais da área que, mais tarde, o irão servir nos diversos estabelecimentos de saúde.
Todos os anos, o estado português investe milhares de euros, na criação de profissionais da saúde altamente especializados, que são preparados para melhor o diagnosticar, melhor o tratar, com qualidade e segurança. No entanto, a qualidade, a segurança de diagnóstico e o profissionalismo têm um preço. Por causa disso, muitas unidades de saúde optam, ao contrário do superior interesse do utente, por contratar pessoal sem qualificações, sem preparação, e sem sentido de causa, para a realização dos diferentes exames de diagnóstico. Diariamente, no ramo da saúde em Portugal, são vários os casos onde a pessoa que se encontra do lado de lá, não é a mais indicada para fazer aquele exame ou tratamento que você necessita. Como consequência, o utente fica numa situação de insegurança, de risco e de falta de fiabilidade dos exames realizados. Este erro acarreta custos económicos e pessoais, que advêm de um diagnóstico mal realizado ou de um tratamento mal efectuado.
Saiba que quando for realizar um dos vários exames complementares de diagnóstico, têm o DIREITO DE EXIGIR que quem o atende é alguém COMPETENTE E HABILITADO PARA A TAREFA, alguém com CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL e o qual você sabe que foi preparado, durante vários anos, nas escolas portuguesas, para o EXERCÍCIO PROFISSIONAL daquela função.
Como tal, você tem o DIREITO A EXIGIR A IDENTIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL QUE VAI REALIZAR O SEU EXAME. Como? Através da cédula profissional, único documento existente (um pequeno cartão, em tudo semelhante a um cartão de crédito ou no caso das antigas, semelhante às antigas cartas de condução antigas) que identifica e acredita o profissional à sua frente para realizar o seu exame ou tratamento.
A entidade responsável pela emissão das diferentes cédulas é a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), um organismo nacional, pertencente ao Ministério da Saúde, que regula e acredita os profissionais da área para a realização de exames complementares de diagnóstico e terapêutica.
Por lei (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), os únicos profissionais habilitados para a realização dos diferentes exames complementares de diagnóstico, são apenas os portadores de uma cédula profissional cuja a obtenção está definida por lei e é necessário um curso do ensino superior.No entanto, fruto do desrespeito e total incumprimento das leis instituídas (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), muitas clínicas e laboratórios privados (no caso destes violam também o Decreto-Lei 111/2004 de 12 de Maio de 2004), públicos e cooperativos continuam a apostar em mão-de-obra barata, contratando directamente mão-de-obra não qualificada, com 12º ano ou mesmo com outro curso qualquer, mas sem qualquer tipo de formação na área, habilitação ou conhecimentos de áreas do foro clínico. Infelizmente, à custa dessa situação, muitos profissionais capacitados e legalmente habilitados acabam por trabalhar em empresas ou serviços cujos postos de trabalho apenas requerem o 12º ano. Ou ainda pior, ficam no desemprego por longos meses, frustrados e desiludidos.
E assim vai o país, gastando recursos vitais a formar profissionais que não são rentabilizados, e que alguns vão mesmo ingressar em instituições no estrangeiro, que lhes acabam por dar as condições e as capacidades que muitas das vezes não conseguem ou lhes negam a encontrar por cá.
Quem fica a ganhar com isto são várias entidades donas de várias unidades de saúde privadas ou cooperativas, pois metem ao bolso o dinheiro do bom ou mau diagnostico/tratamento do utente, bem como rendimentos extra que não pagam por terem alguém a ganhar o ordenado mínimo.Quem fica a perder com isto? O utente, com um mau diagnóstico, o país, pela constante sangria de profissionais capacitados e competentes para o estrangeiro à procura daquilo que não encontram por cá, e o contribuinte, que vê assim o dinheiro dos seus impostos serem desbaratados, acabando por pagar a formação de profissionais, dos quais outros países vão usufruir, sem custos associados à sua formação.
Os sindicatos há muito que já se queixam disto, mas a Inspecção Geral das Actividades de Saúde (IGAS) continua a fazer orelhas moucas ao lado do Governo.Já quantos de vocês terão sido vitimas de maus diagnósticos por exames complementares estarem errados ou terem sido mal realizados? Muitos e outros nunca saberão!A negligência médica e a usurpação de funções ainda constituem crimes na lei portuguesa e não há nada mais precioso que a nossa saúde! Portanto não seja conivente com esta situação. Denuncie sempre todas estas situações, pois as coisas só mudam quando houver queixas suficientes. A sua denúncia pode ser apresentada junto do IGAS (Inspecção Geral das Actividades de Saúde), ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) ou na policia local (PSP ou GNR).Faça circular a mensagem para que no futuro todos possamos beneficiar duma saúde melhor, através de técnicos qualificados e reconhecidos pelo Estado."
Isto é algo que nós já nos debatemos há muito tempo, mas cada vez menos vejo alguém competente a fazer alguma coisa que se veja... É isso e os nossos cursos continuarem abertos a formarem profissinais para o desemprego... Se o mercado já está saturado em 2008 o que será em 2012 quando os caloiros que entraram este ano acabarem o curso... Acho que não é preciso ser muito inteligente pare se fazerem contas... Mas fico-me por aqui... mas muito mais havia para dizer...
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